Como dizer Adeus?
Nunca fui muito boa com essa coisa de despedidas. Nunca soube dizer “Adeus”, apenas um “até logo”.
Talvez, em algum lugar dentro de mim, eu mantenha viva aquela sensação de que todos vamos nos reencontrar um dia, em alguma ocasião, seja lá qual for ou como for. Saudades eu sinto, claro! Fico triste em pensar que posso nunca mais ver essa pessoa (pelo menos em vida), mas não sou de prolongar muito as despedidas.
Lembro-me de, quando eu era criança, minha mãe quis adotar uma menina chamada Vera. Por dois anos Vera morou conosco e vivia como se fosse mesmo da família. Porém, um belo dia (de verão, ‘dezenuove’ de dezembro, era natal e os pássaros cantavam #leilalopesfeelings), a mãe da menina bateu à nossa porta com o objetivo de leva-la para casa. Eu tinha uns cinco anos mais ou menos e ignorei o fato, pois estava assistindo a um desenho. Enfim, o que importa é: Vera veio até mim, me olhou nos olhos e disse “Roberta, estou indo embora.”. E eu apenas respondi “É? Ta… até um dia então…”.
Eis a graça e a magia das crianças… elas parecem compreender algumas coisas melhor que os adultos! Eu estava tranquila, tinha a certeza que algum dia iria encontra-la de novo, afinal ainda havia muito tempo à nossa frente. Nunca mais a vi, por sinal.
E então comecei a observar em mim mesma um tipo de padrão comportamental: pessoas entram e saem da minha vida e, quando saem, não importa por quanto tempo, eu apenas digo “tchau, até um dia”.
Porque, como eu já disse acima, todos iremos nos reencontrar um dia. A tristeza e a saudade são inevitáveis, mas no fundo sei que nenhum “Adeus” é eterno. Mesmo aquelas pessoas que já não fazem mais parte do nosso “plano físico”, um dia as veremos de novo. E essa é uma certeza que carrego dentro de mim, não sendo necessária nenhuma prova. Talvez seja fé!
E também talvez seja essa a explicação mais plausível para o fato de ser tão resistente a despedidas. O importante é ter ciência que aquela pessoa que conhecemos fez parte das nossas vidas e nos marcaram de alguma forma. Isso, caro leitor, nos acompanhará pelo o resto das nossas vidas.
Bom, é isso. Continuarei a assistir Bom Jovi usando calças justas com estampas de oncinha. Ah, os anos 80…
Até um dia!
Beijinhos, Betinha.
Pessoas…
Pessoas. Tão iguais e tão diferentes. Tão comuns e tão diversas. Tão previsíveis e ainda nos surpreendem com seus atos. Cada um com sua mente, uma infinidade de mundos, inúmeras expectativas, milhares de sonhos e frustrações. Tão iguais, tão diferentes….
Se todos nós, humanos, temos tantas semelhanças, por que é tão difícil compreender o próximo? Por que as pessoas mentem, omitem, fingem e enganam? Quais os motivos? Quais as razões?
Nunca compreenderemos. Aliás, se mentimos, omitimos e enganamos a nós mesmos, como conseguiremos compreender o comportamento para com o próximo, certo? Não sei se é certo.
Acho que nosso mundo está fadado a isso: bilhões de pessoas coexistindo, mas sem entender a outra. Sabemos compreender cada etapa do comportamento das formigas em seus formigueiros, mas nunca conseguiremos decifrar o mistério do comportamento humano (os psicólogos dizem conseguir, mas já repararam como todos parecem meio problemáticos? Nem eles se entendem).
É isso aí. A mente humana tão brilhante, tão capaz de criar coisas tão maravilhosas, parece cada vez mais voltada para a destruição. Destruímos relacionamentos, pisamos em amizades, não respeitamos o sentimento alheio, mentimos, enganamos, fazemos jogos sujos para prender as pessoas ao nosso redor…
Eu me pergunto… se Deus fez mesmo o homem à sua imagem e semelhança, seria mesmo O Criador tão mesquinho e egoísta? O que eu vou afirmar aqui todos já sabem: o egoísmo vai destruir também o nosso planeta. Porque enquanto todos se preocupam apenas com seus problemas, suas necessidades, nunca pararemos, por exemplo: as guerras, a poluição, o gasto desnecessário das nossas águas, a matança desenfreada de espécies ameaçadas e o nosso querido planeta vai definhar. Assim como as relações humanas definham quando nos deparamos com a complexidade da mente de quem está ao nosso lado.
Mas e as pessoas ao nosso lado, estariam mesmo ao nosso lado?
Somos tão esquisitos que criamos personagens para agradar as pessoas: a menina tímida, o cara popular, a mulher durona, o menino sensível, a moça sofredora, o ser incompreendido… mais uma vez, entra a questão da máscara que já suscitei anteriormente. Ô espécie pra gostar de conflitos, esses humanos. Internos e externos!
Enfim. Acho que ainda tenho uma longa jornada pela frente. Espero conseguir entender melhor as pessoas para que minha atual concepção mude para melhor! Mas não tenho muitas esperanças que isso possa acontecer, infelizmente. As pessoas ainda não são capazes de se colocar no lugar do outro, nem parecem dar sinais de que vão aprender a fazer isso tão cedo.
Enfim, a vida está aí para que aprendamos com ela. No fim, os vilões somos nós mesmos.
Sempre teremos nossas razões, escondidas atrás da nossa própria arrogância e dane-se o resto. Não é assim que acontece?
Mês de aniversário é assim…
Aahh, eu tenho que escrever nem que sejam algumas linhas sobre o meu aniversário.
Acho que nem em culturas árabes um evento foi tão “comemorado”. Antes mesmo do dia 5 eu já estava comemorando e até mesmo ganhando presentes. E como abril ainda não acabou, as comemorações ainda não! Será que vou comemorar o mês inteiro?
Só tenho que agradecer aos meus amigos que gostam tanto de mim que querem estar comigo nessa época.
Amo todos vocês!
Beijinhos!
Mais de mil palhaços no Salão
Quando eu era pequena, quando via as propagandas de carnaval na TV já me dava vontade de chorar. Os clarins: aaaahh que horror! Os trompetes que tocavam o frevo “vassourinhas” sem parar me davam uma agonia que eu rezava pra acabar logo essa época doida! Afinal, mal saíamos do natal, que eu achava tão lindo, começava essa festa onde todos pareciam perder o controle das próprias ações.
Uma multidão de bêbados desvairados e fantasiados que seguiam blocos subindo e descendo ladeiras sem parar. Era assim que eu via o carnaval!
Mas o que acontece no carnaval que deixa as pessoas assim, tão agitadas e descontroladas, comemorando e brincando como se não houvesse amanhã?
Dizem que no Carnaval as pessoas usam máscara e saem fazendo tudo o que querem fazer. Mas, não é meio estranho dizer que se usa máscara pra virar outra pessoa, quando na verdade usamos máscara pra fazer tudo o que queremos, mas que no dia-a-dia da nossa sociedade não é aceitável? É no mínimo confuso!
Qual a verdadeira máscara então? Aquela que usamos por 4 dias ou essa que usamos durante os 361 restantes?
Usamos a máscara para libertar nossos instintos, nossas verdadeiras vontades. Carnaval é uma válvula de escape: passamos 361 dias do ano fingindo ser algo, dando satisfações aos outros e reprimindo nossos desejos e quando nos deparamos com quatro dias de liberação total, queremos curtir até a última cinza da quarta-feira. Compreensível.
Mas ainda assim nos utilizamos da máscara. Ou seja: estamos sempre com medo de sermos reconhecidos, sempre com medo do que vão pensar de nós, sempre com medo de sermos esmagados pela hipocrisia e falso-moralismo da nossa “linda” e “perfeita” sociedade. Mesmo no carnaval. Compreensível também.
Seria o carnaval um mal necessário? Será que se tivéssemos mais liberdade para sermos o que gostaríamos de ser, se pudéssemos tomar as rédeas das nossas vidas sem nos preocupar com os “sermões dos padres”, precisaríamos desses quatro dias de folia desenfreada? Mas… será que o ser humano está mesmo preparado para uma sociedade livre assim? Talvez não. Mas não custa sonhar com um mundo onde Leis e Regras não serão mais necessárias.
No mais, eu hoje consigo enxergar a beleza do carnaval. Claro que onde tem muita gente, sempre tem muita confusão. Desde pessoas que não sabem brincar até pessoas que só estão ali pra atrapalhar a brincadeira dos outros (tipo aquele ladrãozinho de merda que roubou meu celular).
Mas apesar disso tudo, hoje ao som dos Clarins de Mômos, eu brinco, brindo e curto essa folia. Se não pode vencer um inimigo, una-se a eles e brinque também! E não me leve a mal. Hoje é carnaval!
Sim, porque aqui em Olinda é carnaval desde Dezembro… aehauheuaheua
E só acaba na páscoa!
E, perdoem-me cariocas e baianos, mas o melhor carnaval do mundo é o de Olinda. Fikdik.
Assistam:
Matéria: Carnaval de Olinda com Bianca Carvalho
Lindo demais *_*
Feliz 2010
Bom, aqui estou eu.
Ressaca total. A pior que eu já pude ter tido um dia. Sim, horrível! Na verdade, eu nunca tive ressaca… costumo passar mal na hora, as vezes vomito na hora, mas esse tipo de ressaca violenta eu nunca tive. Ainda quero saber quem foi que me disse que porra de uísque não dá ressaca. Acho que foi Cynthia… *escrevendo o nome dela na minha lista negra*.
Mas agora que estou bem, ou ao menos não muito mal, assistindo um clipe do “The White Stripes” na MTV, vou escrever um pouco sobre meu réveillon.
Bom, o que se esperar de 2010? Não fiz nenhum pedido em especial pra esse ano. Não fiz planos, não fiz pedidos, mas pulei as sete mil ondinhas, como faço todo ano. Vi os fogos com meus pais e meu irmão, como faço todos os anos. Fui pra praia, como religiosamente faço desde o réveillon de 2000/2001. Comemorei com minha família, com meus amigos. Que são praticamente uma extensão da minha família de tanto que eu os amo.
O que seria do réveillon sem isso?
O que seria do réveillon sem ir encontrar o povo na frente da casa de Henrique?
O que seria do réveillon sem ver Zandrinha dançar qualquer batuque que passe na rua, seja ele buzinas de carrinho de pipoca ou uma orquestra de frevo?
O que seria do réveillon sem sentar na areia toda cheia de cachaça e esperar o sol nascer?
O que seria do réveillon sem ouvir Valença e Zandrinha cantando uma música de legião urbana que eu nunca ouvi falar…?
Só sei que quando estou com meus amigos, minha família, sempre estou bem… o resto é lucro, nunca prejuízo.
E como eu dizia, não fiz pedido nenhum pra 2010. Nenhum pedido, nenhum plano.. apenas esvaziei minha mente e me comprometi a viver cada dia, um dia de cada vez. E assim será!
Um excelente 2010 pra todos vocês!
Xoxo
Gossip Girl
Aiushdiuashdiuashdiaushdas brinks
Bjo na bochecha
Betinha
Então é Natal… só falta a neve!
O Natal está chegando. Eu não consigo nem definir com palavras o que essa data representa pra mim. É mágico, tudo muda de cor, de cheiro, de energia! Eu gostaria de ter um vocabulário mais extenso para poder me utilizar de metáforas legais com o intuito de melhor exprimir meus sentimentos. Eu até tinha, mas acho que estou ficando meio burra com o passar do tempo.
Tenho certeza que minha adoração ao natal vem da minha infância. Sempre fui uma criança movida à fantasias e carrego isso comigo até hoje. Adoro coisas que façam minha imaginação voar e me fazer sair da realidade (afinal o nosso mundo é tão chato). O que seria do mundo sem a capacidade humana de criar realidades alternativas? Seria apenas uma seqüência: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Uma rotina lastimável!
O natal me traz as recordações mais felizes da minha infância. Um tempo onde eu ficava ansiosa esperando a chegada do Papai Noel que entraria pela janela e deixaria meu presente debaixo da árvore. Até hoje meu coração bate mais forte só de ver algo na TV relacionado ao velhinho rechonchudo de bochechas gordas e rosadas com olhar de anjo protegido por óculos redondos sem armação e hastes douradas e delicadas. Pra mim era uma coisa tão mágica que eu era capaz de escutar os guizos, os galopes das renas, sua risada e até mesmo o cheiro da madeira do seu trenó. Provavelmente de madeira de pinheiros, fabricado à mão pelos seus duendes. Nem sei contar quantas vezes eu ajoelhei no sofá e debrucei na janela olhando pro céu, numa esperança de poder ver tal trenó cortando o céu com sua luz dourada, bem na frente da lua. Claro que eu não via nada, mas eu tinha tanta esperança que às vezes eu tinha a sensação de poder escutar um coral de anjos que preenchia meu coração com uma sensação agradável, difícil de explicar.
Pra mim, até hoje, o Natal faz o mundo ficar mais mágico. Sejam as luzes espalhadas pelas casas, pela cidade, as árvores coloridas…
Montar a árvore de natal é quase um ritual! Além de significar que o ano estar no fim, tem aquele cheirinho de coisa guardada, a poeira que a gente limpa (por sinal, eu espirro horrores e meu irmão teve uma crise alérgica, mas isso são só detalhes), pendura os enfeites pacientemente sem muitos acidentes. E as luzes? Quando as luzes de natal são ligadas formando uma seqüência de cores que piscam de maneira organizadamente desordenada, eu tenho a sensação que posso escutar milhões de sininhos que entoam notas musicais diferentes em tons extremamente agudos e baixinhos! E quando as luzes refletem nas bolinhas espalham um brilho colorido que reflete na casa toda.

E a programação de natal na TV? Todos os anos eu assisto “Esqueceram de mim” com a mesma empolgação. Os desenhos da Disney, tipo aquele dos três espíritos que assolam o Tio Patinhas “Um conto de Natal”, eu acho. Aquele do Leslie Nelsien que é um Papai Noel todo atrapalhado, O Grinch, e tantas outras coisas… Os especiais de Natal da Xuxa *ta, esses são chatos*…
A família reunida à mesa, independente de quantos integrantes se tenham, aquele cheirinho de Peru ou Chester assado que invade a cidade toda! As comidas deliciosas, o vinho…
Eu fico triste com pessoas que não gostam de Natal. Muitas delas não tiveram uma infância com natais felizes. Eu devo demais aos meus pais pelos meus natais terem sido tão perfeitos. Eu não sei me imaginar sem esse sentimento que tenho todos os anos, já que eles são uma parte tão grande de mim!
Idealismos à parte, claro. Eu sei que é uma época perfeita para o nosso sistema capitalista e que estimula o Ter no lugar do Ser, mas vocês devem ter percebido que eu não falei em presentes aqui em momento algum. É claro que uma criança adora ganhar presentes, mas uma criança também não se importa com o valor do presente. Uma criança, de verdade, gosta de acordar no outro dia e encontrar qualquer coisinha que o faça imaginar que o Papai Noel se lembrou da sua existência, nem que seja uma bonequinha de pano feita pela sua avó ou até mesmo um simples brinquedo doado, uma roupinha e aquelas que se satisfazem apenas com a união da sua família nessa data.
Acho triste uma criança que não acredita no Natal. As pessoas crescem, perdem a magia dentro de si e jogam isso pra cima das crianças… isso é um absurdo! Toda criança tem que acreditar em Coelhinho da Páscoa, Fada do Dente, Papai Noel e tudo mais que ela tenha direito! Fantasiar faz parte da infância! E uma criança com Natais felizes, vai criar outras crianças com natais igualmente felizes no futuro.
Não podemos esquecer também que usamos a data do Natal como a suposta data para o Nascimento de Jesus Cristo. Independentemente de crenças e religiões, não podemos negar que os ensinamentos desse Homem foram de extrema importância no nosso mundo. Foram lições que deveriam ser seguidas não só pelos Cristãos, não apenas por obedecer o “filho de Deus”, mas sim por cada ser pensante nesse mundo. Porque ensinamentos como Amor ao Próximo, Igualdade, Perdão, Respeito, deveriam transcender as barreiras religiosas e crenças. Lamento também por esse espírito de “cristandade” e solidariedade só serem valorizados no Natal.
Bom, vou ficando por aqui!
Desejo a todos um Feliz Natal e que todos consigam alcançar aquilo que estiver dentro de seu merecimento.
Crime e Castigo
Primeiramente, desejar toda felicidade do mundo pra Glaumo e Cássia, que agora estão ligeiramente grávidos. Uma criança é sempre uma bênção. Fico feliz que pessoas tão boas tenham sido encubidas de gerar e cuidar de uma nova vida. Felicidades ao casal, ao bebê e à toda família. Em especial, felicidades à essa mais nova familia que está surgindo agora.
Que Deus abençõe vocês dois.
É engraçado… conheci Glaumo tão pequeno, gordinho e com o cabelinho de lado, que faltava aula tanto quanto eu e sempre era super simpático comigo… e agora ele já vai ser pai! Gente, eu fiquei tão feliz com essa notícia… ;} de verdade, mereceu uma observação no meu blog…
Ps.: VAI SER MENINA. u.u
——
Agora mudando de assunto… estou muito revoltada hoje de novo.
Quando eu digo que não tenho pena de bandido e que o lugar deles é na cadeia, os “humanistas” criticam logo.
Terceira vez que sou furtada na rua (sem contar o assalto violentíssimo que ocorreu em minha casa em fevereiro de 2000). Nem meu chinelo escapou, semana passada na praia. Porra, eu sei que nossa política social é uma merda, mas pqp! Pegue uma pá, uma enxada e vá capinar por aí que é muito mais digno do que ser um bandido, marginal, covarde e filho de uma puta. E é nessas horas que quando eu vejo um policial baixando o pau num maloqueiro desse que eu sinto até vontade de entrar no meio e baixar o cacete também.
Violenta? Eu? Não queira estar dentro da minha cabeça.
Porque minha maior vontade foi de ser PM naquele momento só pra perseguir aquele marginal e encher de porrada até que ele virasse um saquinho de ossos quebrados.
E eu tenho certeza que tem muita gente que vai ler isso e dar risada, mas é apenas porque o fato nao aconteceu com eles.
E minha mae ainda disse “não pense assim… e se ele tiver roubado sua corrente pra matar a fome de uma criança?”
Ele não roubou meu lanche, roubou minha correntinha… então: FODA-SE, EU NAO SOU BANCO NEM SOU CENTRO ESPÍRITA PRA FAZER CARIDADE. Se ele quer matar a fome do filho, não fique fazendo crianças por aí. Bote num abrigo, entregue pra adoção. É muito mais digno do que roubar.
O sistema cria, o sistema pune.

/desabafei.
Extra! Conservatório mata futura pianista.
Eu hoje poderia ser uma excelente pianista. Quando eu tinha quatro anos, meu primo tinha um pianinho de brinquedo com teclinhas, sons, afinadinho e tudo. Naquele pianinho comecei a conhecer as notas musicais e, ainda com quatro anos, toquei a melodia da música de abertura de uma novela do SBT. Não lembro qual.
O fato causou em minha mãe certa euforia, com toda razão. Uma criança de quatro anos tirar uma música de ouvido com apenas quatro anos num pianinho de brinquedo?
Aos oito anos, entrei num conservatório musical. Sim, o lugar era lindo, música para todos os lados… mas porque eu não fiquei? Simples. Teoria demais.
Assistindo ao filme “o som do coração”, vejo que eu me identifiquei com a criança do filme que ouvia e fazia música com qualquer barulho ao seu redor. Claro que eu não peguei um violão pela primeira vez e toquei como o menino do filme, mas eu viajava até com batidas de um martelo.
Música liberta. O som é livre, é harmonioso! A música nos faz transcender, certo? Então porque aprendê-la num local fechado? Por que o uso de cadernos? Por que professores, provas e aulas teóricas chatas durante um ano só para depois você conseguir olhar um piano?

Chatice!
Foi assim comigo. Uma grande frustração para mim foi chegar ao Conservatório Musical e ver que eu passaria longos seis meses sentada numa cadeira de madeira velha, olhando para um quadro verde e uma professora que cantarolava todas as manhãs de sábado.
Eu não conseguia enxergar a finalidade daquilo. Não compreendia o porquê daquilo tudo, se quando eu queria, simplesmente sentava no meu piano (sim, meus pais compraram um piano pra mim) e conseguia tocar qualquer música, umas inclusive com acompanhamento. Fui ficando cada vez mais frustrada e desestimulada, sem entender. De repente, ir para o conservatório passou a ser algo assustador, estressante e que eu simplesmente detestava. E sabe do pior? Ninguém me explicava o motivo daquilo porque eu simplesmente não sabia como perguntar. Eu tinha só oito anos.
Sem compreender, fui matando a pequena pianista que existia em mim. Não tinha mais vontade de tocar, porque não tinha mais vontade de estudar música. Estudar a música se tornou algo tão estressante, que eu acabei transmitindo esse estresse para a própria música, coitada. Então fui matando-a cada dia mais.
A música é livre. Ela está por aí, em qualquer lugar! Tudo é música se você souber unir os sons da maneira correta! O verdadeiro sentido dela é o da liberdade… não faz sentido tornar torturante o seu estudo. Não é justo que uma criança deixe de lado um dom por causa de pessoas que não sentem a música da mesma forma que ela. Não é justo que se mate um dom por causa da eterna mania do ser humano de sistematizar tudo o que encontra.
E foi justamente isso, foi essa a questão. Por vários e vários anos eu olhei pro meu piano, frustrada, tentando entender o motivo pelo qual eu não havia dado certo e, principalmente, porque eu havia me revoltado tanto.
Eis a razão: eu me sentia engaiolada ali. Me sentia num colégio militar, me sentia sufocada dentro de métodos tão conservadores, sei lá… tudo isso dentro da cabeça de uma criança introvertida não fez bem… minha repentina raiva pelo curso, minha saída dele frustrou muito também aos meus pais e me fez sentir uma culpa tão horrível que eu simplesmente passei a detestar a música. Era como uma fuga… “não terminei o curso de piano porque ODEIO música”.
Eu hoje entendo que é preciso da teoria também… mas teoria é uma coisa, sistemas e regras são outras. Existem N formas de se ensinar algo e aquele clima de prisão que eu encontrei dentro do conservatório não tem nada a ver com música.
Mas estou voltando. Nunca é tarde para nada. Hoje sei que nunca deixei de gostar de música, nunca deixei de querer aprender, aprendi com pessoas que passaram pela minha vida a influência que acordes, sons, melodias, arranjos, harmonias e ritmos podem nos influenciar e nos desprender da realidade.
Hoje eu sei que amo música. O que eu odeio são os conservatórios.

Seja você, mesmo que seja bizarro?
Nah… eu hoje estou meio revoltada.
Cada dia que passa eu me espanto com a capacidade de prestatividade das pessoas. Se você conhece alguém que realmente seja prestativo, que num caso de necessidade ela te apoie, jogue suas mãos pro céu e cultive essa amizade pro resto da sua vida!
Porque todos são ótimos enquanto você não precisar deles pra alguma coisa…
Vá precisar… precise deles, e…
Falando nisso, me vem à cabeça a questão da máscara.
É engraçado como certas pessoas conseguem nos enganar, não é?
As vezes é complicado, ficamos sem saber se somos ingênuos ou se a pessoa é um exímio ator…
Por isso que eu não confio em santos, não confio em vítimas e até admiro as pessoas chatas. Por que essas sim, meus amigos, não se escondem atrás de máscaras.
Contudo, prefiro confiar naqueles que expoem seus defeitos.
Eu sabia…
Eu sabia que não ia durar muito essa minha empolgação blogueira… huahuahuhau
Ainda bem que eu já havia avisado que seria assim, instável… até porque eu vivo numa constante falta de inspiração! Logo eu, que adoro escrever… ando numa maré de bloqueios violentos.
Bom, tive uma amidalite poderosa essa semana… o que me fez ficar de molho esse fim de semana! Não que eu tenha uma vida social de baladeira, afinal, normalmente eu só saio um dia por fim-de-semana, diferente de algumas pessoas que conseguem sair todos os dias…
Ultimamente, minha “criatividade” está voltada ao meu violão. Não consigo desenhar, não consigo escrever, só me resta pegar meu violão e tortura-lo um pouco… nem sei porque, se quando eu estou cercada de pessoas todas as músicas que eu sei tocar se vão, que nem borboletas. Borboletas! Essa eu sei tocar! =D
Bom, terminei de ler a série Crepúsculo. De todos os livros, estranhamente (por que difere da opião geral) o livro que eu mais gostei foi o Lua Nova… talvez por ser mais intimista, subjetiva. A autora conseguiu passar com clareza todo o sofrimento vivido por Bella - a protagonista – ao ser abandonada pelo amor da sua vida.
Mas é a tal história: esqueça os vampiros que só saem a noite, esqueça os vampiros que torram ao ver uma cruz, que sentem repulsa a alho, que se transformam em morcegos, que tem presas pontiagudas e que viram pó ao sair ao sol.
Esqueçam tudo o que vocês conhecem sobre o vampiro clássico. Se você for um amante dos vampiros das trevas, tipo Anne Rice e Bram Stoker ou até mesmo John Carpenter. Ela conseguiu criar seus próprios vampiros… sem ignorar os tradicionais! Então contem até dez, limpem suas mentes e leiam.
Garanto que ela explica tudo direitinho…
No mais, o livro é bem leve… pouca ação, muita água-com-açúcar… tanto cotidiano que parece uma novela de Manoel Carlos! Só que não tããão vazio como as tais novelas supracitadas. É bom, chega a prender… tanto que me prendeu e, como eu comentei num blog de uma amiga minha, pra ser uma modinha até que me prendeu.
É fácil entender porque o livro e tornou uma febre adolescente: porque é simples! Simples como a vida de um adolescente que se apaixona perdidamente, mata e morre por um grande amor puro.
Enfim, vou ficando por aqui… eu ainda to de molho por causa da amidalite…
Bem que algo me dizia para não viajar gripada… Mas dane-se!! Valeu a pena!! XD Viva a Jurubeba!
Vou ficando por aqui…
Beijinhos na bochecha ;*



