Tuesday July 26, 2011 às 22:39 | Arquivado em: Relacionamento
Vira e mexe me vem algo a escrever sobre esse tema, não pelo descrédito que muitos acham que eu atrelo a isso, mas justamente pelas reclamações, pelos caminhos que dão errado que muitos seguem, pelas histórias que leio, vejo e escuto todos os dias, quer queira, quer não.
Aí tento ver o porquê exatamente deles não darem certo.
A conclusão que chego é que: Não é o casamento que é ruim, mas as pessoas que neles estão, ou melhor, a cabeça dos envolvidos.
Ou seja, a forma de se pensar, não atinge o que precisaria para ter um bom relacionamento e quando o assunto é casamento isso pesa um pouco mais, exatamente pela convivência que terão a partir daquele momento.
As torturas dos casais começam antes, e vão além. Alguns ficam até alérgicos à palavra. Nem deveria ser assim, poderia ser encarado como mais um processo da vida, não assumir um peso tão grande como se estivesse indo à forca!
Tudo culpa de que?
Do romantismo exacerbado que enfiamos nos relacionamentos!
Daí quando a coisa não vai como imaginamos que ela deveria ser, então, a gente passa a crer que ela não é satisfatória.
Essa coisa de ver o outro como propriedade, com total exclusividade, ciúmes infundados, medo da perda, da solidão, nos faz nos perder de nós mesmos ou o que ainda pode ser pior, nos fundirmos ao outro, da pior forma possível. Nem dá mais para saber quem é quem, o que é de quem e termina que o espaço foi pro Espaço!
Entende?
Percebe onde tá o problema?
Praticamente todo mundo sabe que para amar o outro a gente precisa se amar, já virou clichê, mas pouquíssima gente chegou lá. Continua fazendo tudo às avessas, como por exemplo não querendo que cada um do casal tenham suas vidas individuais independente do casamento. Sentir tesão por um outro alguém? Incabível numa relação a dois! Estamos “capados”!
Mas… Precisamos estar “capados”?!
Definitivamente não!
Assim, estaremos deixando de ser naturais. E quando a naturalidade vai embora, nosso melhor vai junto.
O que precisamos é transformar nossa mentalidade. Aprendermos a pensar de uma maneira que nos cause menos dor em relação às coisas. É dessa forma que avalio se as coisas estão certas ou erradas, até porque esses termos são delicados principalmente tratando de um assunto desses.
Os casamentos bons são exceção, assim como pessoas bem resolvidas também o são.
Muita gente nem quer casar hoje em dia pelo tanto de coisa negativa que tem escutado de outras pessoas que passaram por tal experiência e que já nem aconselha, ou muitas vezes ainda presenciam dentro de casa, sem falar das que já passaram por isso.
Mas como então ainda assim pensamos em casar?
O que pega não é pensar em casar, mas ter a consciência do que significa o casamento para você e seu parceiro. Determinar as coisas, analisar comportamentos e pensamentos nunca é demais. Avaliar compatibilidades pode ser uma boa, mas o que é bom se ter em mente é o fator: pé no chão. O amor romântico estragou muita coisa e por mais que muita gente já tenha percebido que não é por aí que a coisa funciona, ainda repetem o mesmo padrão. Mas tem medo de mudar. Não aceita o novo, nem tenta uma nova forma de lidar com as situações.
De qualquer forma, ainda tem muita gente casando por aí, bom o que eu realmente espero é: Que seja eterno enquanto dure…
Monday July 4, 2011 às 22:49 | Arquivado em: Relacionamento
Esses dias, parando para pensar em mais uma das minhas observações sobre comportamentos e queixas humanas, me deparei com esse tema: a cumplicidade. A priori não nos parece tão importante. Damos mais ênfase talvez às palavras amor, paixão, sexo, liberdade (e seus derivados). Mas essa palavrinha tão mágica pode fazer enorme diferença quando o objetivo é: dar certo.
Na cumplicidade, há uma forma de sintonia entre as pessoas. Envolvimento e amizade. Percebo que ultimamente os casais não estão conseguindo chegar a esse ponto de se tornarem cúmplices. Não estão nem conseguindo chegar ao envolvimento, nem no aconchego, muito menos ao afeto. Tudo anda muito rápido, muito superficial nas relações. Não dá tempo de acontecer nem os primeiros passos para desembocar numa boa relação propriamente dita.
Ficar dentro de uma relação satisfatória hoje em dia é desafio. Desafiar a si mesmo, desbravar e se aventurar no total desconhecido. Na verdade o que percebo é uma falta de paciência em relação ao tempo mesmo. Tudo acontece tão rápido e de certa forma se tornou tão fácil ter o que quer, que para quê investir em algo que pode necessitar um pouco mais de investimento? Há tanta novidade e tanta oferta que, na ansiedade de viver um monte de histórias, acaba não dando nem tempo de permanecer numa só, pelo menos por um tempo.
Percebo que para muitas pessoas hoje em dia, poucas coisas valem realmente a pena e se relacionar seriamente com uma pessoa, é uma delas. Eu não tenho pena, as pessoas e seus comportamentos estão mesmo pouco interessantes e acredito que isso que vivemos agora, é apenas um reflexo desse universo desinteressante de pessoas. Mas também acredito que qualquer dia desses a gente se cansa e começa a melhorar, a ser e querer se tornar mais interessante e daí passemos a buscar o que há de melhor nos outros e no que os relacionamentos podem nos trazer de bom.
Friday July 1, 2011 às 23:47 | Arquivado em: Comportamento
Tem uma hora que não dá mais.
Ou se desprende ou se machuca cada vez mais. Mas o que fazere se as situações empurram para que nem tudo seja resolvido da melhor forma possível?

Segurar aquilo que já foi, faz mal, muito mal.
Mesmo relutando, insistindo nas boas lembranças, naqueles pensamentos bons que insistem em não sair da cabeça por nada. Nem mentalizando outra coisa para tirar o foco, eles desaparecem! Parece uma perseguição e acho que são. Mas a pior perseguição é da gente com a gente mesmo. Vamos dar uma forcinha pra que pensamentos que insistem em não deixar de povoar a nossa cabeça saiam o mais rapidamente possível?!
Isso serve para milhares de situações que a gente não consegue deixar ir…
Simplismente ir e seguir seu curso…
Com namorado, que agora não está mais no seu foco e muito menos você no dele. Um cargo no trabalho que agora pertence a outra pessoa. Amigos que arranjam outros amigos e vão viver outras histórias. A família que muda de comportamento achando que você “cresceu”, enfim, centenas de outras situações das quais não me lembro agora.
É difícil deixar fluir?
Por que parece que nossa cabeça tende a querer controlar tudo?!
Ficamos presos àquilo como se outros bons momentos não estivessem para chegar. Como se outras situações e pessoas não fossem fazer parte de uma nova história.
Por que agimos assim?
Não tenho uma explicação pronta, nem estudei para tê-la no momento. O que eu penso é que o desapego é uma arte e nem todos estão tão nesse ponto de evolução. A gente até caminha para isso, umas coisas mais, outras menos no processo do desapego, mas ainda não é total. A mãe não é com o filho, alguns homens e mulheres não são com seus bens materiais adquiridos e muito menos com os seus parceiros.
Seria perfeito poder dizer que quando se acaba um relacionamento a gente deixa a pessoa livre para viver o que quer e precisa, justamente naquele momento. O que vejo e até experimento na pele, não é bem assim.
Há todo um processo para deixar ir aqueles momentos que não mais nos pertecem e agora apenas fazem parte do passado. Uns mais bem resolvidos do que os outros, é verdade, até porque uns mais calejados do que os outros, mas como ainda estou caminhando em direção ao desapego, ainda me pego sofrendo em alguns momentos em que eu apenas deveria deixar ir…